“Quer? Então pega. Pega por inteiro. Minha parte boa, minha parte chata, minha parte cinza-chumbo. Crise de tpm, crise existencial, crise de riso, crise de choro. Não queira só um lado ou só algumas partes. Se quer (quer mesmo?), queira tudo. Completa e complicada. Simples e confusa. Dramática e exagerada. Não gosto de partes, gosto da coisa inteira. Metades não me agradam. Não me atraem. Não me satisfazem. Se eu te quero, quero 100%. Inteirinho. Com teu lado cretino e bonzinho. Com teu jeito arrogante e descontrolado. Tua doçura e acidez. Não me vem com mais ou menos. Nem vem. Nem, nem. Comigo é tudo ou nada. Mesmo. Quer?”
“Queria trazer-te uma carta bonita e repleta de metáforas bem construídas. Contar-te o quanto teu bem estar me acalma e tua voz arrepia até o mais íntimo de mim. Confessar que sequer cogito a possibilidade de sentir algo mais nobre e terno do que o que estou a sentir; o quanto gostaria de encher-te de beijos, afagar-te os cabelos e decorar cada parte de teu corpo; dizer sem delongas que teu sorriso é imensamente mais bonito que o silêncio de sua tristeza e que por amar-te assim, dói-me teu pranto; depois pedir-te para que fiques bem e, bem mansinho, sussurrar que estes olhos verdes me hipnotizam, que encanto maior não existe e o quanto te desejo. […]”